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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Parto normal após cesária é possível sim!!! E é seguro!!!

Passar por um parto normal após ter feito uma cesárea é possível e, mais do que isso, as chances de sucesso são altamente favoráveis. É o que revela um estudo feito por duas universidades britânicas e publicado recentemente no BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology.
A pesquisa reuniu quase 144 mil mulheres que tiveram a primeira cesariana entre 2004 e 2011. Pouco mais da metade (52%) tentou parto vaginal para o segundo filho e, dessas, 63% foram bem-sucedidas.

O estudo também apontou que mulheres com 24 anos ou menos tiveram taxa de sucesso maior no parto normal (69%) do que mulheres com 34 anos ou mais (59%).

De acordo com Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês (SP), a princípio não há contraindicação para o parto normal quando a mulher passou por apenas uma cesariana. A restrição existe quando se trata de duas ou mais cirurgias desse tipo.

Ele explica que a região da cicatriz deixada no útero não tem a mesma resistência do tecido íntegro, tornando-se um ponto de fragilidade. “A partir de duas cesáreas, ou seja, dois cortes no útero, o risco de acontecer uma ruptura da cicatriz durante o parto aumenta significativamente, o que pode levar a situações extremamente graves para a mãe e para o bebê”, diz o obstetra.

Também por conta disso, a opção pelo parto vaginal para o segundo filho será determinante para aumentar as chances de um terceiro ou quarto partos normais. “Quando a mulher opta pela segunda cesárea, ela está definindo seu futuro reprodutivo: daí para a frente, serão só cesáreas”, avisa Nogueira.

Cuidado extra

Embora o parto vaginal após a cesárea seja possível na maioria das vezes, algumas precauções devem ser tomadas. Recomenda-se aguardar pelo menos dois anos entre a cesárea e o parto normal, para garantir que a cicatriz tenha resistência suficiente para que tudo corra em segurança. O motivo que levou à primeira cesariana também deve ser considerado e foi apontado no estudo britânico como fator determinante para o sucesso do parto normal.

Segundo Nogueira, é preciso estudar cuidadosamente o histórico do parto anterior e avaliar em que condições a cesárea foi realizada. Ele explica que cirurgias feitas em situação de emergência ou com quadro de hemorragia impedem que se faça um fechamento tranquilo da parede do útero, o que pode comprometer a qualidade da sutura e agravar as chances de rompimento da cicatriz.

Já durante o trabalho de parto, é importante acompanhar a eficácia das contrações. O obstetra explica que a cicatriz da cesárea altera a forma como as contrações uterinas acontecem e pode torná-las ineficazes para empurrar o bebê para fora. Em alguns casos, pode ser necessário ministrar uma dose de ocitocina, substância que ajuda a melhorar a qualidade das contrações.

O médico alerta, porém, que o parto normal em mulheres que já passaram por cesárea nunca pode ser induzido. Ou seja, a ocitocina pode ser usada quando a mulher já está em trabalho de parto, mas nunca com a função de iniciá-lo.

A evolução do trabalho de parto também precisa ser acompanhada com rigor extra. Alexandre Nogueira explica que, quando o bebê é muito grande em relação à bacia da mãe, as contrações uterinas se tornam mais críticas e podem forçar a abertura da cicatriz. “Por isso, temos que zelar muito mais pela relação entre o bebê e a bacia -- quanto maior o bebê, maior o chance de ele forçar a cicatriz”, diz o obstetra. A depender do diagnóstico, pode ser necessário recorrer a uma nova cesárea.

Após o parto, o médico recomenda verificar a integridade da parede uterina por meio do exame de toque, para checar se realmente não houve ruptura.

Qualquer que seja o seu caso, o mais importante é fazer uma avaliação junto ao seu médico e levando em consideração o seu histórico, para tomar sempre a melhor decisão para você e para seu bebê.

Fonte de pesquisa: http://revistacrescer.globo.com/

segunda-feira, 30 de março de 2015

Quando a cesária se faz necessária!!!

Algumas situações em que o parto cesáreo faz-se necessário:

Quando o bebê não está em posição cefálica (de cabeça para baixo);
Quando o útero da mãe não se dilata;
Quando a placenta cobre o colo do útero, impedindo a passagem do bebê;
Em casos de descolamento prematuro da placenta;
Quando a mãe é portadora de alguma doença viral, como a AIDS;
Casos em que a mãe apresenta doenças cardíacas;
Quando o cordão umbilical penetra no canal de parto antes da cabeça do bebê;
Caso o bebê apresente redução no fluxo de oxigênio ou dos batimentos cardíacos;
Gestação de três ou mais bebês ao mesmo tempo;
Quando a mãe apresenta uma lesão de herpes genital;
Quando a mãe passou por mais de uma cesárea, etc.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Braxton-Hicks esteja preparada! Contrações antes da hora!!!

Contrações de treinamento ou de Braxton-Hicks.


Lá pela metade de sua gravidez, às vezes até antes, você pode notar que os músculos do seu útero deixam sua barriga dura, o que dura de 30 a 60 segundos. Nem todas as mulheres sentem essas contrações, que surgem aleatoriamente e costumam ser indolores. 

Elas recebem o nome de contrações de treinamento, contrações "falsas" ou contrações de Braxton-Hicks, em homenagem ao médico inglês John Braxton Hicks, que as descreveu pela primeira vez em 1872. 

Os especialistas acreditam que elas sejam uma espécie de treino do corpo para o trabalho de parto. Alguns acham que elas colaboram para o processo de "apagamento" do colo do útero (que vai ficando mais fino) e para a dilatação. 

As contrações de treinamento costumam ser sentidas a partir de 16 semanas, ou bem mais tarde. Mas também é normal não sentir essas contrações nenhuma vez. 

Como vou saber se são as contrações de treinamento ou as de verdade?

A maioria das grávidas de primeira viagem faz essa pergunta, e a resposta mais adequada, a que recebem dos médicos e de quem já passou por isso, chega a dar raiva: "Você vai saber quando for trabalho de parto de verdade". Mas eles estão certos. Veja as diferenças: 

Contrações de treinamento 
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora
  • Normalmente param quando você muda de atividade. Se você passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se
  • São irregulares, não pegam ritmo. Ou, se pegam, é só por um período curto
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto
  • Não vão aumentando de intensidade
  • Podem atingir só uma parte da barriga
  • Podem ser deflagradas pelos movimentos ou pela posição do bebê

Contrações do trabalho de parto 
  • Mais compridas: a barriga fica dura por mais tempo
  • Mais regulares
  • Mais doloridas
  • Não param de vir. Cada uma que vem é mais forte que a outra, e o intervalo entre elas vai ficando cada vez menos
  • Não melhoram se você mudar de atividade
  • Atingem a barriga inteira e às vezes as costas
  • Não dependem da posição ou da movimentação do bebê

O ritmo é o mais importante, preste atenção nele. Sempre que perceber que está tendo várias contrações, marque o horário, para acompanhar o intervalo entre elas.

E se as contrações de Braxton Hicks começarem a doer?

À medida que sua gravidez avança, esse tipo de contração pode ficar mais intensa, e é possível que doa. Quando elas começarem a ficar mais fortes e frequentes, você pode até achar que o trabalho de parto começou para valer, mas o tempo passa e elas continuam irregulares em termos de intensidade, frequência e duração -- e podem até desaparecer completamente, levando você à loucura. São os chamados alarmes falsos. Se você sentir que suas contrações estão diminuindo ou se espaçando, provavelmente elas não passaram de contrações de Braxton-Hicks (ou falso trabalho de parto).

O que eu devo fazer para aliviar o desconforto das contrações falsas?

Muitas mulheres acabam notando que as contrações vêm com mais frequência quando elas fazem alguma atividade física, mesmo que seja tirar as compras do carro. Outras percebem que a bexiga cheia demais deflagra contrações de treinamento. Se as contrações estiverem incomodando você, faça o seguinte:
  • Vá ao banheiro fazer xixi
  • Mude de atividade. Se estava em pé, deite-se um pouco. Se ficou muito tempo sentada, levante-se e dê uma caminhada
  • Tome um copo d'água
  • Se ainda assim não melhorar, você pode tomar um banho morno

Quando devo me preocupar com as contrações?

Procure atendimento médico se: 

Para quem está com menos de 37 semanas
  • Se a contração for acompanhada de secreção vaginal parecida com água ou sangue. Podem ser sintomas de rompimento da bolsa ou de problemas com a placenta.
  • Se sentir mais de três ou quatro contrações em uma hora, ou se elas estiverem vindo em intervalos regulares. Pode ser sinal de trabalho de parto.

Para quem está com 37 semanas ou mais
  • Você só precisa procurar o médico quando suas contrações durarem cerca de 60 segundos cada uma e acontecerem a um intervalo de cinco em cinco minutos, tirando as mulheres com histórico de parto rápido ou que morem muito longe do hospital. Nesses casos, é melhor procurar orientação se as contrações estiverem regulares, independentemente do intervalo.